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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Servidores da educação ocupam prédio da Prefeitura de Alenquer.

Sem salários há três meses, a categoria foi cobrar do prefeito em exercício Josino Costa uma solução para o problema.


Professores, pessoal de secretaria, merendeiras, serventes e vigias, ocuparam o prédio da Prefeitura de Alenquer, no oeste do Pará, na manhã desta quinta-feira (10), para cobrar do prefeito em exercício Josino Costa (PP) entre outras coisas, o pagamento de salários que estão em atraso há três meses.

Pneus foram queimados pelos servidores da educação em frente à Prefeitura de Alenquer (Foto: Débora Miranda/Arquivo pessoal)

Segundo a presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação de Alenquer, Débora Miranda, a posição dos servidores é não arredar os pés da prefeitura até que a gestão municipal apresente uma solução para sanar a pendência salarial da categoria. Mas, a continuidade ou término do protesto vai depender da conversa com o prefeito.

Em frente ao prédio, pneus foram queimados, e com o apoio de carros de som, os profissionais se revezam no microfone chamando a atenção da sociedade alenquerense para os graves problemas que vêm sendo enfrentados pela categoria em razão da falta de pagamento dos seus salários.

Do lado de fora, servidores se revezam no microfone de carro som para cobrar respeito com a categoria (Foto: Débora Miranda/Arquivo pessoal)

“Você trabalha, você se dedica, você pensa no futuro do aluno. Mas nós estamos sendo praticamente escravizados. O pior é que o abandono não é só com a educação. A gente não vê iniciativa de construção, de planejamento, de políticas públicas para os jovens”, desabafou uma professora.

“É muito difícil acordar de manhã e não ter café pra dar para os seus filhos porque você trabalha e não recebe o seu salário no fim do mês. Eu não sei mais o que fazer”, disse em meio a lágrimas outra professora, diante do prefeito em exercício.

A prefeitura de Alenquer alega que os recursos que estão vindo do governo federal não são suficientes para cobrir a folha da educação. Os professores cobram transparência na prestação de contas.

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G1 Para